Marketing de Guerrilha é uma técnica de publicidade com custos mais baixos do que os da propaganda tradicional, sendo uma boa alternativa de divulgação para empresas com recursos financeiros limitados. O objetivo é divulgar a marca gerando eventos que possam ganhar espaço nos noticiários ou atrair a atenção direta do público alvo, sem pagar espaços publicitários nas mídias tradicionais como rádio, televisão, jornais e revistas.
O Marketing de Guerrilha surgiu na década de 80 através da necessidade de pequenos empresários com pouco capital de investimento, tendo como vantagem a inovação, criatividade, ousadia, inteligência e originalidade, proporcionando um corpo-a-corpo inexistente nas propagandas de televisão ou anúncios em revistas. O objetivo é atingir e provocar a reação do consumidor. Com a saturação da mídia tradicional, a fragmentação da audiência e das mídias, as grandes empresas passaram a investir também no Marketing de Guerrilha.
No Brasil, o marketing de guerrilha surgiu através da agência Espalhe do publicitário Gustavo Fortes que procura atender a vários clientes. “Criamos ações diferenciadas, com o objetivo de fazer barulho, gerar comentários que resultem em boca-a-boca e mídia espontânea. Procuramos furar o bloqueio de comunicação que se instalou na mídia, pois as pessoas recebem tanta informação em e-mails, jornais e revistas, que estão saturadas, não prestam atenção às propagandas”, comenta Fortes.
O Marketing de Guerrilha é uma prática bem aceita no país e possui um boa receptividade, inclusive de empresa mais tradicionais. A prática da Guerrilha já é utilizada por várias agências, inclusive existem especializadas neste tipo de ação. É o que aponta o publicitário da agência 5 Clicks Marlos Carmo. Ele cita o exemplo da paulista Espalhe que possui cases bem relevantes, tanto na forma, quanto no resultado econômico e de repercussão. Já um exemplo bem mineiro de uma empresa que aderiu a guerrilha é a EMIVE. Quem nunca viu um cachorrão de pelúcia nos sinais da cidade, debaixo de um sol ardente, pulando e dançando feito um louco? Isso é uma abordagem simples, de baixo custo.
Várias são as mídias utilizadas para o Marketing de Guerrilha. No entanto, o publicitário Marlos Carmo afirma que seja qual for o veículo utilizado na campanha, o interessante é gerar pauta para as editorias dos veículos de comunicação. Para ser realmente impactante ela precisa ser difundida e espalhada. Saulo Medeiros, publicitário, afirma que é cada vez maior a busca pelos espaços publicitários, assim como a quantidade mensagens que são emitidas diariamente. A grande saturação da propaganda tradicional contribui para a criação e uso de novas modalidades de marketing.
É fato que as ações de Marketing de Guerrilha fazem muito sucesso e também trazem lucros grandes. Mas nem sempre elas dão certo, na maioria das vezes as campanhas são bem arriscadas. Para Medeiros, quem promove deve estar ciente dos risco, precisam tentar prever. No entanto se algo sair errado, ele afirma que o mais importante é a capacidade de lidar com o improviso medindo as conseqüências e os desdobramentos.
Veja:
Ações de Guerrilha de Grandes Empresas
Confira algumas campanhas no Brasil: