Acidentes Marcados Pelo Destino

Tragédia e mais tragédia. É isso que nos acostumamos a ver todos os dias nos jornais.

Assista a depoimentos de pessoas que já sofreram acidentes em BRs

A BR-381 e a BR-040 carregam em seus currículos alto índice de acidentes. O movimento nas estradas é sempre grande e, apesar dos pontos perigosos da pista, muitos acidentes poderiam ser evitados se a imprudência dos motoristas não fosse tão grande. Uma série de fatores acarreta a um momento trágico; inexperiência, sonolência, embriaguez e desrespeito às sinalizações e ultrapassagens. O Tenente Dutra, da Terceira Companhia de Bombeiros, alerta sobre o grande número de acidentes em estradas. “A maioria dos acidentes acontecem nas retas, onde a velocidade é grande e o número de ultrapassagens proibidas aumenta”, explica o tenente.

Ela liga a cidade de Governador Valadares, interior do estado até a divisa de São Paulo. Administrada pelo governo federal, a BR 381 é conhecida pelos motoristas que trafegam por ela como a “rodovia da morte”. O apelido já diz tudo! A estrada é apontada pelo DETRAN de Minas Gerais, como a rodovia que mais causa acidentes fatais dentre toda a malha rodoviária do país.

De acordo com as estatísticas mais recentes, a BR 381 com o nome oficial de Fernão Dias, está a três anos consecutivos no topo das rodovias com o maior número de acidentes no período das férias de fevereiro a janeiro.

Não há uma pessoa que não tenha conhecimento de um caso de acidente na 381. A dona-de-casa Rosa Gastaldi, 65, tem carteira de habilitação para dirigir há 30 anos e nunca sofreu nenhum acidente e nenhuma infração de trânsito. Porém, o único caso de imprevisto que ela nos contou foi na “rodovia da morte”.

O acidente que não ocasionou nenhuma vítima aconteceu devido a um enorme buraco que havia na pista, que fez o carro, que tinha acabado de sair da concessionária, derrapar, girar na pista e parar na ladeira de um precipício. Por sorte, por Deus e por muita experiência de habilitação, Rosa e seus quatro netos que estavam dentro do veiculo, não se machucaram, “O que ficou mesmo marcado, não foi nada fisicamente, mas foi o susto que eu fiquei em ter que continuar no volante por mais alguns quilômetros”, conta. A partir desse exemplo perece-se que o que um acidente causa numa pessoa é um trauma que pode se estender por muito tempo. Neste caso citado, da dona-de-casa ela voltou a viajar passando pela rodovia 381, mas sempre que passa pelo local do imprevisto ela se lembra do que aconteceu.

A atitude que dona Rosa tomou em relação ao acontecido foi admirável. Assim que chegou ao seu destino no dia do acidente ela fez uma queixa por telefone ao DETRAN-MG. O buraco não foi consertado a tempo do retorno do passeio da família Gastaldi. Na volta da viagem, sete dias após o acidente o buraco continuava do mesmo jeito. “Pelo menos a minha parte eu fiz. O governo agora devia fazer a dele”, desabafa.

A revolta de dona Rosa é a mesma de muitos cidadãos que pagam os devidos impostos em dia. O caso dela foi mais um, entre vários que acontecem diariamente nas estradas do nosso país e que vemos todos os dias nos jornais e que não são poucos.

Há alguns dias um grave acidente também ocorreu na BR-040. Ao tentar socorrer um motoqueiro caído na pista, várias pessoas foram atropeladas por um caminhão que estava em alta velocidade e não conseguiu parar diante do tumulto. Uma senhora de morreu e sete ficaram feridas. Algo imprevisível-como animais – na pista pode acontecer. Porem, esse acidente poderia ser evitado se o caminhão tivesse mais devagar.

A senhora que morreu na hora deixou grande tristeza no lar que trabalhava. Bruna Silva, 24 anos, foi praticamente criada por ela. “Desde que tinha 8 anos ela trabalhava lá em casa. Estou sentindo um vazio muito grande, é como se ela fosse da família sabe? É doloroso pensar que nunca mais vou vê-la”, lamenta Bruna.

É difícil pensar que esse é apenas um caso entre muitos que ocorrem no Brasil. Pessoas matam e morrem nesses acidentes envolvendo carros. Segundo o tenente, no Brasil, acidentes são a segunda maior causa de morte, só perde para homicídios. A cada três minutos acontece um acidente que envolve carros em Belo Horizonte e só em 2008, houve 715 mortes.

Os acidentes fatais, na maioria das vezes, ocorrem por desatenção e maus motoristas que não respeitam sinalizações e perigos da estrada. O grande problema é que, além de sua vida, ele coloca em risco a vida de terceiros. Segundo o Instituto de pesquisa Econômica Aplicada – IPEA – 20 mil pessoas são mortas por ano no Brasil, vítimas de acidentes de trânsito e mais de um milhão de pessoas estão envolvidas, direta ou indiretamente, nesses acidentes.

Esses números apontam um índice preocupante. O poder público constantemente promove ações educativas para diminuir esses danos, porém, não têm ajudado muito. Junto aos meios de comunicação eles passam solidariedade aos envolvidos, mas infelizmente, só em grandes casos. Com o poder de informar e formar opiniões, a mídia tenta fazer o suficiente para conseguir do público uma nova postura. Em cada estatística realizada pelos órgãos responsáveis pelo trânsito, a mídia está sempre divulgando esses dados de forma clara para a população, além dos esclarecimentos e orientações com especialistas no assunto. Cabe a sociedade cobrar mais seus direitos de cidadão e ao poder público fazer valer os altos salários que pagamos a eles, os políticos, e cumprir suas obrigações. Trabalhar pelo menos e fazer o mínimo que seja de bem para o povo.

Por: Leandro Mariano, Renata Martins, Camila dos Anjos

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